A bacia hidrográfica do rio Taquari está localizada na região Centro-Oeste do Brasil, abrangendo principalmente o estado de Mato Grosso do Sul e parte de Mato Grosso. Possui cerca de 80 mil km² de área e integra a bacia do Alto Paraguai, sendo uma das principais formadoras do Pantanal.
O rio Taquari nasce nos planaltos do Cerrado, no estado de Mato Grosso, e percorre áreas de relevo mais elevado antes de adentrar a planície pantaneira, onde perde velocidade e se espalha, formando extensas áreas alagadas. Essa transição entre planalto e planície é um dos principais fatores que influenciam a dinâmica hidrológica da bacia.
O Grande desafio ambiental e socioeconômico
O rio Taquari drena um planalto com solos muito arenosos, que apresentam elevado risco de erosão. O processo de ocupação no final dos anos 70 e início dos anos 80 avançou por áreas de proteção dos córregos e nascentes, intensificando as perdas de solo. Os sedimentos carreados acumularam-se nas calhas dos rios e passaram a ser despejados em elevadas taxas na planície pantaneira.
EROSÃO E ASSOREAMENTO DO RIO TAQUARI:
DESAFIOS AMBIENTAIS NO PANTANAL
O assoreamento do rio Taquari comprometeu a biodiversidade aquática, sua navegabilidade e a vida dos ribeirinhos. Bancos de areia acumularam-se por toda a calha do rio, bloqueando a antiga hidrovia, impedindo o transporte de pessoas, dos insumos e da produção.
O rio forçou as margens e rompeu em “arrombados”, espalhando suas águas, alagando os campos e mudando seu curso. Primeiro veio o arrombado do Zé da Costa, ainda na década de 80, mudando o curso do rio cerca de 70 km de sua foz. Nos anos 90, o rio rompeu novamente no arrombado do Caronal, inundando permanentemente uma área de 650 mil ha.
Comunidades foram desalojadas pela lâmina d’água que não mais retornou ao leito do rio após os pulsos de inundação. Matas inteira foram atingidas, gerando os tristes cenários de esqueletos de árvores mortas, conhecidos como “paliteiros”. O Caronal que no início tinha poucos metros, em 2019 chegou a mais de 100 metros e engoliu 100% das águas do rio Taquari. Mais de 150 km do leito foram abandonados, sobrando, onde antes vertiam as águas das monções, um desolador caminho de areia.










